Acompanhar osteoartrose de joelho
Na osteoartrose de joelho, a relação com a dor decide a adesão. Veja como o Teraply ajuda a sustentar a rotina entre as sessões.
Este guia é sobre como usar o Teraply para acompanhar este perfil — não sobre o que prescrever. A escolha dos exercícios, a progressão e toda a conduta clínica são suas.
O que torna este perfil diferente
A relação com a dor é o centro de tudo. O paciente com osteoartrose de joelho tende a parar o exercício quando dói — e a interpretar a dor como sinal de que "está piorando", quando muitas vezes é o esperado. Acompanhar essa relação é o que sustenta a adesão.
O que observar de perto
Adesão × esforço percebido. Uma adesão que cai junto com esforço alto costuma indicar que a dor está fazendo a pessoa desistir. É o gancho para uma conversa sobre o que é dor esperada e o que não é.
O padrão ao longo das semanas. Osteoartrose tem dias bons e ruins. Uma queda pontual de adesão pode ser só um dia ruim — o que importa é a tendência, e a curva de evolução ajuda a enxergá-la sem reagir a cada oscilação.
O papel do cuidador
Nem todo paciente com osteoartrose tem cuidador — muitos são independentes. Quando há, o papel é mais de incentivo e lembrete do que de execução. Peça que ele ajude a manter a rotina e avise se a pessoa parou por dor.
Pré-requisitos e sinais de atenção
- Combine desde o início: "algum desconforto no exercício é esperado; se doer forte ou inchar, me avise". Isso previne o abandono silencioso por dor.
- Adesão despencando na primeira semana — quase sempre é dor ou medo dela; vale acionar cedo.
- Relato de inchaço ou dor que piora — oriente registro por intercorrência e reavalie a carga.
- Adesão alta e sua percepção de estagnação — a divergência pode indicar que o programa precisa de ajuste.