Acompanhar doença de Parkinson
No Parkinson, a flutuação ao longo do dia engana retratos pontuais. Veja como o Teraply ajuda a captar o padrão, não o instante.
Este guia é sobre como usar o Teraply para acompanhar este perfil — não sobre o que prescrever. A escolha dos exercícios, a progressão e toda a conduta clínica são suas.
O que torna este perfil diferente
A flutuação ao longo do dia é a marca do Parkinson: a pessoa pode estar bem de manhã e travada à tarde, conforme a medicação e a fadiga. Um retrato pontual engana — o acompanhamento precisa captar o padrão, não o instante.
O que observar de perto
O horário importa tanto quanto o número. Se possível, oriente que os exercícios aconteçam nos períodos de melhor mobilidade (geralmente após a medicação fazer efeito). A adesão precisa ser lida sabendo que "não fez" pode ser "tentou num momento ruim".
Constância ao longo do tempo. A curva de evolução ajuda a distinguir a variação natural do dia a dia de uma tendência real de piora — que no Parkinson merece atenção redobrada.
O papel do cuidador
Central neste perfil. O cuidador percebe as flutuações, ajuda a escolher a hora certa do exercício, e nota mudanças sutis — mais lentidão, mais rigidez, mais quedas de equilíbrio. Peça que ele te conte o padrão do dia, não só se fez ou não.
Pré-requisitos e sinais de atenção
- Defina o melhor horário para os exercícios com paciente e cuidador, respeitando a janela de medicação.
- Aumento de quedas ou quase-quedas — sinal importante; oriente registro e reavalie a segurança.
- Piora sustentada da mobilidade (não só um dia ruim) — merece sua avaliação e talvez articulação com a equipe médica.
- Adesão irregular — antes de interpretar como desinteresse, considere as flutuações do quadro.