A curva de evolução do paciente
É o gráfico mais rico do Teraply — e o mais fácil de interpretar errado. Vale entender o que cada elemento representa.
Onde encontrar
Na ficha do paciente, seção de evolução. Mostra até 24 meses, do mais antigo para o mais recente.
Com menos que isso, o app avisa que não há dados suficientes em vez de desenhar uma linha. Dois pontos são o mínimo para existir tendência — um ponto sozinho não diz nada.
As duas linhas
| Linha | Escala | O que mostra |
|---|---|---|
| Adesão | 0 a 100% | Quanto do agendado foi feito naquele mês |
| Esforço médio | 0 a 10 | A intensidade percebida informada nas confirmações |
Elas usam escalas diferentes, então não compare a altura de uma com a outra. O que importa é o movimento de cada uma ao longo do tempo.
As cores dos pontos
Cada ponto é colorido pelo status clínico que você registrou ao fim daquele mês:
- Verde — melhorando
- Azul — estável
- Vermelho — regredindo
- Cinza — sem avaliação registrada naquele mês
É esse cruzamento que dá valor ao gráfico: você vê o comportamento (as linhas) e a sua leitura clínica (as cores) na mesma imagem.
Como ler: quatro padrões comuns
Adesão subindo, pontos verdes
O cenário desejado. O paciente está aderindo e sua avaliação acompanha. Vale mostrar para ele.
Adesão alta, pontos vermelhos
O padrão que mais pede atenção. Ele está fazendo o combinado e ainda assim você percebe piora. Sugere revisão de conduta — o exercício é o adequado? A carga? Há algo além da fisioterapia?
É exatamente esta situação que gera o alerta "aderindo, mas regredindo".
Adesão caindo mês a mês
Sinal de desengajamento. Costuma vir antes do abandono. Vale uma conversa antes que vire alta por desistência.
Esforço subindo com adesão caindo
Pode indicar que o programa ficou pesado demais. O paciente sente que se esforça muito e faz cada vez menos vezes. Considere reduzir a carga.
Ao virar o mês, os números daquele período são congelados. Isso é intencional: se você editar ou encerrar uma tarefa hoje, o histórico dos meses anteriores continua contando o que de fato aconteceu.
Use com o paciente
Mostrar a curva de três meses para o próprio paciente é uma das ferramentas de motivação mais subestimadas que existem — especialmente para quem acha que "não está evoluindo nada". O gráfico responde com dado, não com discussão.