Pular para o conteúdo
Ajuda › Primeiros passos

O jeito certo de ativar o paciente na sessão

Existe uma diferença enorme entre o paciente que recebe um link e o paciente que sai da sua sala já tendo usado o aplicativo uma vez. Este artigo é sobre os oito minutos que criam essa diferença.

O erro que quase todo mundo comete

É tentador terminar a sessão dizendo: "vou te mandar um aplicativo, instala aí em casa que eu te explico depois".

Parece prático. Mas repare no que você está pedindo: que uma pessoa — muitas vezes idosa, muitas vezes cansada depois do atendimento — instale um app sozinha, entenda para que serve, e crie um hábito novo. Sem ninguém por perto para ajudar se travar.

Na prática, a maioria não faz. E você só descobre duas semanas depois, quando percebe que não há nenhuma confirmação no painel.

A boa notícia

Resolver isso custa oito minutos, uma única vez, no fim da sessão presencial que você já ia fazer.

Os oito minutos, passo a passo

Reserve os minutos finais do atendimento. O paciente ainda está com você, o celular dele está por perto, e você pode resolver qualquer travamento na hora.

  1. Cadastre o paciente (2 minutos) Nome, e-mail, telefone e a condição clínica. Se houver um cuidador ou familiar que acompanha, cadastre também — em pacientes idosos, é ele quem geralmente opera o celular.
  2. Envie o acesso pelo WhatsApp (30 segundos) Use o botão de enviar acesso. A mensagem já vai pronta, com os dados de entrada. O paciente recebe ali, com você do lado.
  3. Peça para ele entrar no celular dele (2 minutos) Este é o passo que mais gente pula, e é justamente o que evita o problema. Se algo travar — senha, instalação, notificação — você descobre agora, e não em casa, com ele sozinho e frustrado.
  4. Crie uma tarefa (2 minutos) Um exercício. Apenas um. Use um roteiro pronto para ser mais rápido.
  5. Peça para ele fazer o exercício e confirmar (1 minuto) Ali mesmo, na sua frente. Ele executa e toca em "Confirmar".
  6. Combine o que vai acontecer (30 segundos) Uma frase curta, olhando para ele. Sugestão logo abaixo.
O passo 5 é o mais importante de todos

Quando o paciente confirma o primeiro exercício na sua frente, três coisas acontecem: ele aprende onde fica o botão, entende que alguém do outro lado vai ver, e sai com uma pequena vitória. É isso que cria o hábito — não a explicação.

O que dizer no passo 6

Não precisa de discurso. Três informações, em linguagem simples:

"Vou acompanhar aqui se você está conseguindo fazer. Se sentir dor ou alguma coisa diferente, toque no botão de dor — eu recebo o aviso. Mas se for uma urgência mesmo, me liga ou procura atendimento, tá?"

Essa última frase importa: o Teraply não é canal de emergência, e deixar isso claro desde o começo evita mal-entendidos.

Comece com um exercício só

A tentação é cadastrar o programa domiciliar completo de uma vez. Resista.

Um paciente idoso que abre o aplicativo e encontra dez tarefas não faz nenhuma — a lista longa paralisa. Um que encontra uma tarefa faz aquela, e volta no dia seguinte.

Depois da primeira semana, quando o hábito já existe, você acrescenta os outros. Três a cinco tarefas costuma ser o teto confortável.

Menos tarefas confirmadas valem mais que muitas ignoradas

Um protocolo completo que o paciente não faz não ajuda ninguém — e ainda esconde a informação real, porque a adesão despenca e você não sabe se é falta de hábito ou excesso de exercício.

E quando o paciente não tem celular?

Acontece, principalmente com idosos. Duas saídas:

Captura de tela: a confirmação de tarefa na visão do paciente
Próximo passo
Criando uma tarefa a partir de um roteiro Como usar os roteiros prontos e gravar sua voz uma vez só
Ficou com dúvida? Fale com a gente — respondemos em até um dia útil.