Acompanhar DPOC — reabilitação respiratória
Na DPOC, o esforço respiratório é o eixo do acompanhamento. Veja como operar o Teraply para acompanhar a tolerância à atividade com segurança.
Este guia é sobre como usar o Teraply para acompanhar este perfil — não sobre o que prescrever. A escolha dos exercícios, a progressão e toda a conduta clínica são suas.
O que torna este perfil diferente
Aqui o esforço respiratório é o eixo de tudo. A pessoa com DPOC regula a atividade pela falta de ar, e a linha entre estímulo adequado e sobrecarga perigosa é mais estreita que em outros perfis. O acompanhamento do esforço percebido deixa de ser acessório e vira central.
O que observar de perto
Esforço percebido é a métrica-chave. Neste perfil, acompanhe o esforço de perto: ele é o melhor indicador remoto de como a pessoa está tolerando a atividade. Um esforço que sobe no mesmo exercício pode sinalizar que algo mudou no quadro respiratório.
Adesão em queda + esforço alto. Combinação que merece atenção rápida — pode indicar piora da tolerância ao exercício, não desinteresse.
O papel do cuidador
O cuidador observa sinais que a pessoa minimiza: cansaço para falar, falta de ar em tarefas antes tranquilas, mudança na cor ou na disposição. Peça que ele te avise sobre falta de ar fora do padrão — é informação que raramente chega pelo próprio paciente.
Pré-requisitos e sinais de atenção
- Alinhe o que é esperado: alguma falta de ar no exercício é normal; combine o limite em que devem parar e avisar.
- Falta de ar em repouso ou muito acima do usual — oriente a procurar atendimento; não é para o app resolver.
- Esforço percebido subindo semana a semana — priorize na triagem e reavalie.
- Cuidador marcando "preocupado" com o fôlego — sinal precoce valioso de exacerbação.