Acompanhar pós-AVC — marcha e membro inferior
Recuperar a marcha após um AVC traz ganho e risco de queda ao mesmo tempo. Veja como operar o Teraply para acompanhar esse equilíbrio entre as sessões.
Este guia é sobre como usar o Teraply para acompanhar este perfil — não sobre o que prescrever. A escolha dos exercícios, a progressão e toda a conduta clínica são suas.
O que torna este perfil diferente
Diferente do membro superior, aqui o risco de queda caminha junto com o ganho de função. Cada avanço na marcha é também uma exposição a novo risco — e o acompanhamento entre sessões precisa equilibrar estímulo e segurança.
O que observar de perto
Adesão × relato do cuidador sobre segurança. Uma adesão alta é ótima, mas neste perfil ela precisa vir acompanhada da leitura do cuidador sobre como a pessoa está se movendo. Adesão subindo com o cuidador marcando "preocupado" é um sinal para investigar antes de progredir.
Esforço percebido. Esforço muito alto na marcha pode indicar fadiga que aumenta o risco de queda no fim do dia — vale observar o padrão.
O papel do cuidador
Aqui o cuidador é também a rede de segurança. Peça a ele funções concretas: "fique por perto durante os exercícios de marcha", "me avise se houver qualquer desequilíbrio ou quase-queda", "repare se ela está mais insegura que na semana passada". O canal de observação dá a ele um jeito simples de te passar isso.
Pré-requisitos e sinais de atenção
- Antes de começar: confirme que o ambiente de exercício em casa é seguro (apoio por perto, piso livre) e que há alguém presente nos exercícios de pé.
- Qualquer relato de queda ou quase-queda — oriente o registro por intercorrência e reavalie.
- Cuidador marcando "preocupado" com equilíbrio — priorize esse paciente na sua triagem.
- Adesão em queda — neste perfil pode significar medo de cair; uma conversa acolhedora costuma revelar mais que o número.