O check-in clínico e o alerta de divergência
A adesão mostra o que o paciente fez. O check-in registra o que você percebe. Quando os dois discordam, o app te avisa — e esse é o alerta mais útil do produto.
O que é o check-in
É o registro periódico da sua leitura sobre o paciente. Três opções, mais uma nota livre:
- Melhorando
- Estável
- Regredindo
Leva menos de um minuto por paciente. Uma vez por semana já é suficiente para o sistema funcionar bem.
O check-in é avaliação profissional. O paciente e o cuidador têm outros canais — a confirmação de tarefa, o registro de dor e a observação do cuidador. Cada um contribui com o que consegue observar.
Como registrar
- Abra a ficha do paciente
- Escolha o status Melhorando, estável ou regredindo.
- Escreva uma nota curta (opcional, mas vale a pena) "Amplitude melhorou, ainda com dor ao final do movimento." Daqui a dois meses, essa frase vale ouro.
- Registre
O alerta de divergência
Aqui está o que torna o check-in valioso. O sistema cruza o que o paciente fez com o que você percebeu, e sinaliza quando os dois não combinam.
"Aderindo, mas regredindo"
O paciente está fazendo o combinado — adesão alta — e ainda assim sua leitura é de piora.
É o alerta mais valioso do Teraply, porque elimina a hipótese mais fácil. Não é falta de esforço do paciente. Então: é o exercício certo? A carga está adequada? Há algo além da fisioterapia acontecendo?
"Percepção positiva, baixa adesão"
Sua última avaliação foi otimista, mas o comportamento não sustenta. Sugere reavaliar antes que a percepção envelheça.
"Avaliação pendente"
Aparece quando faz muito tempo desde o último check-in (ou nunca houve). Não diz nada sobre o paciente — diz que falta informação clínica atualizada.
São regras simples de limiar, não inteligência artificial. O alerta convida você a olhar aquele paciente. A interpretação e a decisão são inteiramente suas.
A curva de evolução
Com o tempo, os check-ins e a adesão viram uma curva mês a mês na ficha do paciente. Duas linhas — adesão e esforço percebido — com os pontos coloridos pelo status clínico do período.
Com menos de dois meses de dados, o app avisa que não há base suficiente em vez de desenhar uma linha que não significa nada.
É uma das ferramentas de motivação mais subestimadas. O paciente ver os próprios três meses num gráfico faz mais efeito que qualquer discurso — e não custa nada além de abrir a tela.